(Artista: Paulo Vinícius -2016)
A obra pode ser observada de vários ângulos (como, aliás a maioria de meus trabalhos),
embora, nesta apareça minha assinatura em um dos cantos (mais um elemento
incorporado à obra). A tela, pintada de preto (representando o infinito ou o fundo de uma
mente em delírio), traz um cenário de movimento, tal como o “Panta Rhei” de Heráclito,
“tudo flui”. O mundo em constante movimento, incluindo matéria-energia e elementos
produzidos por mentes humanas, ideias, signos, símbolos, ideologias, discursos, e a vida
pulsante. A tela carrega uma cicatriz que atesta sua história como uma obra viva em
interação com o ambiente. A obra está lançada no mundo e nessa interação sofre
graduais e inevitáveis alterações que passam a ser parte dela. Na correnteza da vida há
um constante embate de forças, idealismo x realidade crua, a própria vida contra a
ameaça sempre presente da morte. O erotismo é muito forte nesta obra, mas, não
extravasa diante da pressão da visão racional que, também, gera seus conflitos em meio
ao turbilhão da correnteza.

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